quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Climatinê: Dragon Ball Z - A Batalha dos Deuses por Macgaren

por
Macgaren


A (fraca) Batalha dos Deuses.

Apesar de ultimamente estar afastado desse meio por falta de tempo, já assisti a muitos animes. Posso dizer sem medo de errar que Dragon Ball é meu anime preferido. Sou fã da série desde que joguei o jogo para o Mega Drive e isso muito antes de ver um único episódio. Desde que a série acabou, os poucos episódios especiais e esporádicos que saem me causam muita expectativa e não foi diferente com “A Batalha dos Deuses”. E foi o primeiro desses especiais que me decepcionou.


Na história, o Deus Bills acorda de seu sono de zilhares de séculos e, ao se informar das notícias que ocorreram durante sua soneca, descobre que Freeza foi derrotado e fica interessado pelo cara que o derrotou (afinal nem um Deus rejeita uma boa luta) Ao enfrentar o Goku, Bills percebe que ele ainda não atingiu o limite.Agora, se quiser derrotar Bills, Goku terá de atingir o nível de Super Saya Jin…Deus.



Os filmes de Dragon Ball Z, e falo do Z porque os filmes de Dragon Ball são como uma realidade alternativa então não se encaixam aqui. Enfim. Os filmes de DBZ nunca foram uma coisa que se diga: “Nossa! Como ele se encaixa bem na cronologia…” Aliás, a grande maioria dos filmes de animes em geral não encaixam. Já “A Batalha dos Deuses” consegue se acomodar ali na história: Ele se passa no período de tempo entre a derrota do Majin Buu e o torneio que encerra a fase Z.

Aliás, aqui cabe dizer que A Batalha dos Deuses tem a colaboração do próprio Akira Toriyama, algo que Dragon Ball GT não teve então eles decidiram ignorar que DBGT algum dia existiu. Se bem que com um pouco de esforço até dá pra encaixar a série mas… se os próprios criadores dizem pra ignorar, quem sou eu pra discordar.

Uma coisa que sempre me incomodou em Dragon Ball é o fato de, à medida que a série avança, personagens importantes irem ficando pra escanteio. Aconteceu com o Yamcha, Tenshin Han, Kuririn, Chaos (Mentira. Esse troço nunca foi relevante) e muitos outros. Em A Batalha dos Deuses, levam ao extremo: Focam praticamente só no Goku. Tirando uma ou outra relevância em certos momentos da história de alguns personagens tipo o Vegeta e o Gohan, todos os outros são figurantes de luxo.


Falando do vilão, tanto o tal Bills quanto seu ajudante (Cujo nome eu nem lembro) são totalmente sem carisma. Diferente de caras como o Freeza, Cell, Picollo e até o próprio Vegeta que sentíamos o poder dos caras e até ficávamos com medo deles, aqui nada disso acontece. Até o tal do irmão do Vegeta que surgiu do nada no último filme de DBZ, é mais interessante. Um completo desperdício de personagem.

E o que falar das lutas? Dragon Ball, desde o iníco foi focado em grandes batalhas. Mesmo na fase do Goku criança, onde as lutas em si não eram o foco principal, tiveram batalhas memoráveis. Aqui há uma que podemos chamar de grandiosa e que, mesmo assim não é lá essas coisas. Enrolam o filme inteiro e no final… Bom. Vou deixar vocês verem por si mesmos.


Lembro até hoje a sensação que foi ver o Goku virar Super Saya Jin pela primeira vez. No início não apenas a aparência mudava mas até a própria personalidade do personagem (Ok. Depois virou carne de vaca mas isso é outra história). E o que há pra falar do tal modo “Super Saya Jin Deus”? Sabe nos jogos de luta onde ao escolher dois personagens iguais, a cor de um deles muda apenas pra diferenciar? Pois foi a sensação que ficou aqui: Apenas mudaram a cor do cabelo do Goku pra vermelho e já era. Bem mequetrefe.

Mas ainda há alguns (poucos) pontos positivos: O Humor está mais elevado. Parece que quiseram fazer um filme de DBZ com o clima que a série tinha em sua fase DB e, em nenhum momento, achei que ficou forçado. Também gostei de alguns easter eggs como personagens de outras séries menos conhecidas do Toriyama surgirem durante o filme em rápidas participações especiais.

Mas no geral é muito pouco e os pontos negativos superam em muito os positivos.


Ah ! Pra quem gosta de dublagem, o filme está sendo exibido nos cinemas brasileiros com a dublagem nacional da série de Tv original. Pena que é dublado. Mas infelizmente isso já virou praxe em animações nos cinemas (e está se tornando também pra filmes comuns). Enfim. Pra quem curte o formato, fica a dica.

Finalizando, apesar de muito abaixo das expectativas, foi muito bom ver de novo um filme longa metragem (o último havia sido um curta em 2008) de Dragon Ball com todos esses personagens que eu gosto tanto.  Mas poderiam ter saído algo um pouquinho melhor.

3 comentários:

Renver disse...

Já eu os pontos que vc citou como negativos foram o que me cativaram, tive a impressão que o Akira Torayma se tocou que esse lance de SSj 1,2,3,12,45...não leva a lugar nenhum e fez o SSJ Deus algo bem mais simples..

O filme emmomento algum se leva á sério... ao contrário dos outros filmes de DBZ que tinham histórias chatas e lutas maneiras esse tem um clima descontraído que não foca nas lutas...

E eu gostei do Bills...

Renver disse...

A única coisa que eu não gostei foi ter pagado 20 dilmas pra ver no cinema...muito caro.

Anônimo disse...

Também fiquei bastante decepcionado com esse DBZ, o Goku perdeu aquela coisa dele que inspirava muita gente que era a capacidade de superar todos os desafios, a entre eles foi péssima! A transformação como já falado só fez mudar a cor do cabelo! E o principal, quando o Bills se fez que destruiria a terra todos se deram por vencido, aquele Goku que inspirou minha infância e nem os outros guerreiros Z iriam se dar por vencidos! No mais foi péssimo!

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