sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Climatinê: Os Cavaleiros do Zodíaco - A Lenda do Santuário

por
Macgaren

Neste Fim de Semana tivemos a estreia no Brasil de “Os Cavaleiros do Zodiaco: A lenda do Santuário” filme que reconta a Saga das 12 casas do Santuário da série clássica.

Mas antes, o texto pode ter alguns pequenos spoilers então, leia por conta e risco.

Será que vale o resumo básico? Não acredito que alguém esteja lendo isso sem saber do que se trata mas vamos lá: 16 anos atrás, Aioros,o Cavaleiro de Ouro de Sagitário, salva a pequena Athena recém reencarnada de uma conspiração que pretendia matá-la. Ele acaba morrendo no processo mas consegue o objetivo e deixa a bebê sob os cuidados do milionário Mitsumassa Kido.

16 anos depois, a Jovem Saori(A Ex-bebê[Não. Não é Ex- Big Brother]) vê seu passado voltar quando é atacada por estranhos seres superpoderosos e é protegida por 4 jovens que se intitulam Cavaleiros de Athena e estão lá(como o próprio nome diz) pra protegê-la. Porrada vai, porrada vem, os cinco decidem ir até o lendário Santuário “Terra Natal” de Athena pra entender o que diabos significa tudo isso. Mas antes de chegarem até a Sala do Grande Mestre (Um cara com esse título deve ter alguma resposta, não?) devem passar  pelas Doze Casas e enfrentar os 12 Poderosos Cavaleiros de Ouro… e o resto, é história.


 Antes de mais nada devo avisar que se você espera ver a história das 12 casas exatamente como foi no anime/Mangá, tire seu Pégasus da Chuva. O filme é uma releitura: Coisas acontecem diferente do Original, Personalidades são diferentes, e o mais chocante: O Tatsumi tem cabelo!!!

Além do mais óbvio: Resumir mais de 30 episódios em um filme de uma hora e meia, deixa as coisas bem corridas. Por um lado é bom pois corta toda aquela enrolação de 4546 episódios com eles subindo escadas, pensando na vida, Universo e tudo o mais e falatório desnecessário durante as lutas. Por outro é ruim pois como tudo acontece muito rápido, quem nunca assistiu ao anime pode ficar meio perdido em algumas partes mas nada que atrapalhe. Por exemplo: Os Cavaleiros de Prata que atacam a Saori no início do filme. Pelas mudanças nas armaduras, nem eu que me considero fã faço a mais remota ideia de quem sejam.



 Sobre as mudanças devo dizer que a única que me “assustou” no início (Fora a falta de careca do Tatsumi, claro) foi o Máscara da Morte de Câncer. Tanto por ser meu Signo como por ser meu Cavaleiro preferido. Mas passado minha cara de WTF??? inicial, entendi que hoje em dia, nos tempos que vivemos, as crianças(E muitos adultos) são mais … Sensíveis (Pra não falar outra coisa) e mostrar um psicopata que coleciona cabeças decepadas das suas vítimas como era no Anime podia chocar. Ainda mais pra um filme que seria exibido pelo Mundo todo. Então eu relevo.
No mais as mudanças estão mais em ordem de confrontos durante as Doze casas e a batalha final que é mais… “Grandiosa” que a da série animada.

E falando na batalha final, me incomodou bastante praticamente só o Seiya lutar. Ok…ok.. você vai dizer “Mas, na série o Seiya também era um inútil e todo Mundo se ferrava para que ele pudesse chegar ao fim e derrotar o vilão da vez” Sim. Mas lá os outros ajudavam dando uma porrada aqui, um chute ali, em último caso, mandando seus Cosmos. Aqui nem isso;
Fica todo Mundo paradão feito um bocó na rua vendo a Dona bonitasó olhando a porradaria sem fazer nada.


Ponto positivo pra animação: Apesar de uma hora ou outra a movimentação dos personagens,principalmente quando estão sem armadura, ficar meio estranha lembrando o do filme do Resident Evil Damnation, nas cenas de luta e demais momentos está muito competente.

E pra atualização, se é que se pode chamar assim, das Armaduras dos Cavaleiros. Principalmente quando estão de capacete, agora sim elas lembram armaduras e não apenas tiras de ferros dispostas pelo corpo como no anime. Assim como a forma deles as armazenarem e se transformarem: Chega de ficar andando pra cima e pra baixo com uma caixa de ferro gigante no lombo.

Também gostei do visual que o Santuário ganhou: Saem as ruínas de Athenas e entra um visual que lembra muito Asgard no primeiro filme do Thor.


E pra terminar, quem me conhece sabe que de uns (váááários) anos pra cá, não assisto mais nada dublado por entre diversos outros motivos, achar que a qualidade dessa arte decaiu muito. Mas nesse filme abri uma exceção pois, diferente de Dragon Ball por exemplo, comecei a assistir Cavaleiros do Zodíaco dublado e achei que ver nesse formato ia ajudar na nostalgia. E de fato ajudou na imersão no filme.

Tudo bem há algumas coisas estranhas; uma falta de interpretação aqui (quis cortar meus pulsos no diálogo do Seiya e da Saori crianças), um errinho ali mas no geral está bem competente. O que ajudou foi chamarem os dubladores originais do anime e o pessoal se dedicou mais, diferente a apenas lerem os textos como se tornou padrão. Inclusive houve uma exibição teste aqui em São Paulo com os dubladores principais presentes e pelo que deu pra notar em vídeos e fotos, todos estavam felizes de voltarem aos personagens que lhes deram fama.


 No geral, Cavaleiros do Zodíaco : A lenda do Santuário tem seus problemas, claro. Assim como o anime também tinha. Sou fã mas nem de longe a série é perfeita (Está muuuuuuito longe disso, na verdade) mas somando tudo, a nostalgia falou mais alto e, como comentei no facebook assim que saí do Cinema: Por uma hora e meia voltei a ser criança(Mesmo que eu já não fosse lá tão crinaça quando assistia ao anime na saudosa Rede Manchete) a ponto de repetir (mentalmente, lógico) os golpes juntos com os personagens. Quem não for fã xiíta ou assistir com os olhos de um adulto amargurado, vai gostar.



 Ps. Apesar do que mostra no trailer dublado, (Infelizmente) Pegasus Fantasy não toca no filme.

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