sexta-feira, 28 de março de 2014

Baú do Tesouro: Animais do Bosque dos Vinténs

por
Macgaren

Inspirado pelo Podcast do site JWave, que trata dos clássicos da TV Cultura, resolvi escrever um pouco sobre um dos meus desenhos preferidos daquela emissora: Animais do Bosque dos Vinténs.


 O desenho produzido pela rede britânica BBC, iniciou em 1993 e teve três temporadas de 13 episódios cada, e foi baseada em um livro de bastante sucesso, lançado no ano de 1979.
A história conta a jornada a jornada de um grupo de animais, que viviam sossegados em seu bosque até que o inevitável progresso entra em cena, e devasta o bosque, obrigando os animais a procurarem outro lar.

Ficam então sabendo sobre o lendário Parque da Corsa Branca, uma região onde os animais vivem em paz e são protegidos.

Então, liderados pelo Raposa, eles se unem em um grupo bem heterogêneo, formado entre outros, além do Raposa, por um Texugo, o mais velho do grupo, e mentor do pessoal, uma Toupeira, melhor amiga do Texugo, e cega que só ela... uma família de Coelhos, um casal de Faisões egocêntricos, uma Serpente, uma Doninha, uma Coruja, um Sapo e Esquilos e Ouriços pessimistas.
Apesar de ser um desenho, a série tem momentos que mexem com as mais variadas emoções dos telespectadores, pois alguns animais, vão morrendo durante a jornada, e os demais seguem seus instintos, como quando a Serpente come um dos filhotes de ratos.

Ao longo da animação outros animais se juntam ao grupo , como uma raposa Fêmea.

Na segunda temporada, a história mostra os animais sobreviventes já no Parque da Corsa Branca, tentando se adaptar ao lugar, se relacionar como os animais do local, e enfrentando o “ditador” do parque, um Lobo e sua matilha.

A terceira temporada mostrava vários anos no futuro, com os descendentes dos animais originais, já adaptados ao parque... neste momento a série começou a perder o fôlego até se encerrar em 1995, com 39 episódios.


NO BRASIL


A Série foi exibida na TV Cultura, (na época onde ela passava séries de qualidade, e não coisas como Cocoricó…)

A animação logo se destacou, tanto pela história, como pela excelente dublagem brasileira, que ainda tinha qualidade naqueles dias. Com um elenco que trazia entre outros, Elcio Sodré, no papel do Raposa, a série fez muito sucesso na programação da emissora e, juntamente com outros clássicos, como A Pedra dos Sonhos, e As Aventuras de Tintin chegou até mesmo a ameaçar a poderosa Globo e o (nem tão poderoso assim) SBT.



POR QUE CONSIDERO CLÁSSICO?
 

Como já disse, o desenho, apesar de infantil, trazia temáticas que mexiam com os telespectadores. Além de ter um fundo ecológico, pois mostrava o impacto que o desmatamento provoca nos animais, e como , mesmo entre espécies tão diferentes, quando preciso, sabiam trabalhar em conjunto.

Outro ponto de emoção eram as mortes de alguns animais do grupo durante a jornada. Todas tinham um contexto, e não matavam os bichos apenas por matá-los. Ao menos para mim, as mortes mais marcantes foram as duas que aconteceram, já no final da primeira temporada, onde quando finalmente chegam ao Parque da Corsa Branca, precisam encarar um último desafio, ao atravessar uma estrada movimentada que os separavam do tão sonhado paraíso. Nem preciso dizer que as mortes em questão foram por atropelamento. Foi marcante pela ironia de morrerem estando a poucos metros do objetivo. E também a maneira como aconteceram (sem dar maiores detalhes).

 Animais do Bosque dos Vinténs com certeza ficou marcada para aqueles que a assistiram, e mereciam um lançamento em DVD.

Um comentário:

Renver disse...

A morte do Sapo me marcou até hoje...

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