sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Climatinê: Kick-Ass 2 por Macgaren

por
Macgaren
 

Após o surgimento do Kick Ass (Aaron Taylor-Johnson), várias pessoas se inspiram pela coragem do rapaz e passam a agir como vigilantes fantasiados.


 Ao mesmo tempo, o próprio Kick Ass busca a ajuda da Hit Girl (Chloë Grace Moretz) para treinar e ficar mais preparado para enfrentar os bandidos (porque, vamos ser sinceros: Ele é um banana) Mas a garota está tentando (meio a contra gosto,  é verdade) se tornar uma garota normal e o Kick Ass percebe que a única maneira de sobreviver é formar um time e acaba ingressando na “Justice Forever”, grupo de heróis organizados pelo Capitão Estrelas (Jim Carrey).

Ao mesmo tempo, o Red Mist (Christopher Mintz Plasse) se assume como o “grande” vilão Mother Fucker e começa a forma seu próprio grupo de bandidos fantasiados.


Antes de começar, vou deixar claro que como faço em todo filme baseado em quadrinhos, não vou comparar Kick Ass 2 com as obras nas quais ele é baseado; que são a Minissérie da Hit Girl e a própria Kick Ass 2 (Só irei fazer um pequeno comentário lá no meio do post). Irei comparar sim com o primeiro filme. Dito isso, já adianto que Kick Ass 2 é inferior.


O primeiro Kick Ass chamou atenção pela violência na opinião de alguns (não a minha) até exacerbada. Principalmente nas cenas envolvendo a Hit Girl. E neste filme, fiquei com impressão que foram meio covardes e diminuíram muito esse quesito. Não que o filme seja como os filmes mutantes da Fox onde não cai uma gota de sangue. Pelo contrário ele está presente, além de cabeças estouradas, mãos decepadas, braços arrancados e afins. Mas ainda assim achei que foram covardes e mostraram pouco. Senti falta daquelas cenas épicas da garota retalhando meio mundo.

E por falar na Hit Girl, novamente o filme é dela. Tudo bem que vão mostrando em paralelo tanto o “arco” dela quanto o do Kick Ass mas no fim ela acaba se saindo melhor. E seja isso que tenha contribuído para eu achar o filme mais sem graça já que a historinha dela tentar agir como uma menininha “normal” com as amiguinhas enche o saco. Serviu mais como uma preparação para a atriz que vai estrelar o remake de Carrie, a estranha.


Pelo lado do Kick Ass, a união dele com a Justiça Forever é até legal e tudo, mas efetivamente não há muito o que dizer:  O Jim Carrey está bem legal como o  Capitão Estrelas. Os outros membros do Justice Forever são meio genéricos e estão lá só pra fazer número.

Aqui cabe um parêntese: Há alguns meses, após um tiroteio ocorrido em uma escola dos EUA, Jim Carrey veio a público declarar que estava arrependido de ter feito o filme por causa da violência e que isso não era legal e blábláblázzzzz (Doar o cachê pra alguma instituição nem pensar, né?) o fato é que, agora que vi o filme não entendo a razão do mimimi do Sr. Carrey.

Ok. Eu já comentei que o filme é violento sim  e tudo mais mas podia ser pior caso, sem dar spoiler, tivessem incluído uma cena à lá Game of  Thrones que ocorre envolvendo seu personagem nos quadrinhos (Eis aqui a prometida citação à HQ). E devo admitir que fiquei decepcionado pois o chororô do Jim Carrey me fez pensar que tal cena estivesse no filme.


Já na turma dos vilões, temos outro caso de “protagonista” que é eclipsado: O tal do Mother Fucker simplesmente não empolga e com isso, quem brilha é a “Mãe Rússia” que é uma das vilãs. A mulher (que deve ter uns 3 metros de altura) protagoniza a melhor cena “vilanesca” do filme:  Um massacre de pobres policiais figurantes. E é uma morte mais original (e legal, claro) que a outra.

Mas apesar de tudo o que reclamei e choraminguei  até agora, o filme não é ruim. Na verdade está muito longe disso: Tem um bom ritmo (talvez eu diminuísse um pouco as aventuras da Hit Girl e suas patricinhas) ótimas cenas de porradaria mas ainda achei que faltou alguma coisa.


Finalizando, Kick Ass 2 é um filme decente que, se não chega à altura de seu predecessor, ao menos não faz feio e diverte o suficiente pra valer o ingresso.




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