segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Climatinê: Invocação do Mal por Macgaren

por
Macgaren

Realmente assustador.


Nos últimos anos, são raros os filmes de Terror que realmente dão medo. E não me refiro àqueles que tentam causar esse sentimento com sustos esporádicos ou apelando ao gore sem sentido prático à história.
No gênero sobrenatural então, ao menos no cinema hollywoodiano, filmes que cumprem a “promessa” de te deixar tenso são praticamente nulos. O último que conseguiu isso, ao menos pra mim, foi “A Mulher de Preto”.

Pois eis que, “Invocação do Mal (The Conjuring)”, um filme que eu estava praticamente ignorando até a véspera de ir ao cinema assistir conseguiu me causar arrepios como há muito não sentia com um filme.


 A história é baseada em um dos casos do famoso casal de investigadores paranormais Ed e Lorraine Warren que são contactados pelo casal Perron que alega que a casa para onde eles se mudaram com as cinco filhas (Anos 70 e a falta de tv causam isso) está sendo alvo de manifestações de espíritos
zombeteiros.

A partir daí, acompanhamos a investigação do caso, descobrindo pouco a pouco a história do lugar.
Ok. Devo admitir que o filme está abarrotado de clichês: Casa antiga assombrada, bonecas possuídas, caixinhas de música que revelam algo mais do que apenas uma musiquinha feliz e até cenas de exorcismo.

Mas eles são tão bem usados e colocados em momentos do filme que o telespectador já está tão cagad…er… vidrado na história que até eles dão sustos.


O diretor soube criar uma atmosfera que te deixa tão ligado e imerso na história do filme que esses sustos não são gratuitos. Não espere por aquele tipo de situação onde não há nada em um lugar e segundos depois algo aparece. E você não sabe se se assustou com a aparição ou com o volume da trilha sonora que foi lá pra cima. Aqui, à exceção de uma cena, as aparições se manifestam “calmamente“ ( se é que isso é possível) . É um vulto passando no fundo da tela, é uma visão de algum personagem, a clássica aparição em uma janela de segundo andar etc.

Claro que ajuda saber que o filme é baseado em uma história real. Todos os personagens mostrados no filme realmente existem. A Família Perron realmente foi assombrada por fantasmas. Claro que sempre dão uma aumentada nos fatos e coisas do tipo mas não muda o fato de que foi real.


Eu acho que o medo é algo que varia de pessoa pra pessoa. O que pode causar medo em alguém não necessariamente vai assustar outra pessoa. Assim como pode variar conforme seu nível de credulidade em determinados assuntos. Eu acredito em fantasmas e assombrações em geral. Já tive experiências que levaram a me interessar sobre o assunto e por isso, achei crível as situações pelas quais os personagens passam nesse sentido. Já em exorcismo e possessões são coisas que eu não acredito muito. E digo isso pra explicar uma das “falhas” do filme. Enquanto estávamos lidando com assombrações eu estava grudado na cadeira, com os já citados arrepios na espinha mas quando o filme passou pro campo do Exorcismo eu acabei saindo da imersão e não consegui mais sentir medo no filme. Coloquei aspas nessa falha porque sei que não é problema do filme já que as cenas são bem feitas e tudo o mais. Mas infelizmente não consegui mais me ligar ao filme.

A única falha realmente que vejo no filme é o final. Achei tudo muito fácil e sem explicações. Pelo jeito o defeito do Diretor James Wan é não conseguir terminar bem seus filmes já que “Sobrenatural” sofre do mesmo problema. Ao menos ele tem crédito já que também é o diretor do primeiro (e melhor) Jogos Mortais.



Mas o final não tira os méritos de Invocação do Mal ser um excelente filme de terror. Com ótimos efeitos e ótimas interpretações de todos os atores deve ser visto pelos fãs do gênero e, em especial, do sobrenatural.

E quem se interessou e quiser ver mais do casal Warren, aconselho a procurarem o filme “A Casa das Almas Perdidas”.



Clique aqui e veja a crítica do Corto.

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