sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Climatinê: O Gato de Botas

por
Corto de Malta

 Um personagem coadjuvante da já saturada franquia Shrek poderia render em um bom filme solo?


O Gato de Botas roubou a cena desde com seus olhos tristes desde sua primeira aparição em Shrek 2. No mundo do Cinema de hoje em dia era natural que acabasse ganhando um filme só seu. O filme se passa antes das suas aparições nos filmes do Ogro Verde.

Na história do longa-metragem o felino ladino é levado a roubar os feijões mágicos que levam até o castelo do gigante e a Gansa dos Ovos de Ouro (da história de João e o Pé-de-Feijão) ao se envolver com a também insinuante Kitty Pata-Mansa. Só que logo ele descobre que o roubo foi planejado por seu amigo de infância, o Ovo (!) Humpty Dumpty (de uma fábula pouco conhecida no Brasil sobre um ovo que caiu do alto de um muro). Em um flashback ficamos conhecendo o passado de Gato e Humpty.


Vivendo numa cidadezinha que deve ser o equivalente ao México ou a Espanha dentro da Terra das Fábulas do Schrek (pelo menos foi isso que entendi), a dupla de órfãos cresce num orfanato onde o Gato sempre protege seu amigo Ovo de bullying dos garotos locais, enquanto são criados como verdadeiros filhos pela dona do orfanato. Mas para desgosto dela os dois vivem se metendo em encrenca com os guardas, sempre em busca de achar os tais feijões mágicos.

No entanto quando o Gato inesperadamente se torna um herói e ganha suas famosas Botas (o que contradiz completamente a fábula original do personagem) Humpty torna-se invejoso e a amizade dos dois jamais será a mesma, com consequências trágicas para o destino dos habitantes da cidade.


O filme é muito morno. Jack e Jill (de outra história pouco conhecida no Brasil) não emplacam como vilões nem como alívio cômico, a história de Kitty Pata-Mansa e sua relação com o Gato de Botas é bem clichê e as reviravoltas da trama não empolgam nem surpreendem. Salvam-se o final criativo com o "monstro gigante", animação de primeira da Dream Works  (especialmente na sequência em que eles sobem no Pé-de-Feijão) e o relacionamento entre o Gato e Humpty, que de fato é o grande apelo humano da história.

O companheirismo, as traições, os altos e baixos, enfim... a complexidade da amizade dos dois sobressai perante o resto do longa-metragem e garante o único momento genuinamente belo desse conto-de-fadas no clímax do filme.
"Yo Sempre soube que Tu Coração era de Ouro."

3 comentários:

Renver disse...

O filme é muito morno


Pronto, um motivo, pra mim não assistí-lo!!!

Macgaren disse...

Eu achei o filme legal. nada mais que isso mas eu admito que só fui assistir porque ganhei o ingresso.Pagar pra ver filme dublado? jamais!

Anônimo disse...

Achei super engraçado !!!

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